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Ed Mort
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Ed Mort

Alain Fresnot notou a primeira pista de Ed Mort no Rio de Janeiro, na casa do jornalista Wladimir Weltman, primo do produtor. A história do detetive - "Ed Mort Procurando o Silva" - estava retratada no texto do Verissimo e no traço do Miguel Paiva, em uma revista. "Foi uma coisa fortuita", diz Fresnot. "Como já conhecia o original do Verissimo, decidi comprar os direitos para filmá-la, em 1991. Naquela época, o cinema nacional estava no limbo, em virtude do Collor, e acabei guardando o roteiro para uma época melhor". "Ed Mort", dirigido por Fresnot, foi lançado em 1997. Com orçamento de R$ 1,5 milhão de reais, o filme teve como aporte e garantia de sua realização o concurso público "Resgate do Cinema Brasileiro", promovido pelo Ministério da Cultura. Contou também com as leis de incentivo "Marcos Mendonça" (municipal) e "Lei do Audiovisual" (federal), Prefeitura de São Paulo ("Prêmio para Finalização") e Prefeitura do Rio de Janeiro ("RioFilme").

O filme é baseado em "Ed Mort Procurando o Silva", de Luis Fernando Verissimo e Miguel Paiva. Ed Mort é contratado por uma misteriosa mulher para localizar o Silva, seu marido desaparecido e mestre em disfarces. Encontrado pelo Silva, alto executivo das Indústrias Delbono, Ed é envolvido numa surpreendente trama. Ed se apaixona por Cibele, filha de Silva, bela apresentadora de um programa infantil, patrocinado pela Delbono. Acontecimentos inusitados levam Ed ao encalço de seu alvo. Mas uma surpresa o aguarda no final.

"Minha intenção foi fugir tanto da história em quadrinho, como de qualquer semelhança com filme noir americano. Optei por fazer um 'Ed' do Brasil de hoje, subempregado, biscateiro. Procurei manter o humor corrosivo do Verissimo, mas transferi a ação do Rio para São Paulo", diz Alain Fresnot, diretor do filme.

"A lembrança de dirigir 'Ed Mort' poderia ser descrita como a sensação de pilotar um carro de Fórmula 1 em dia de grande prêmio, comendo um sanduíche de mortadela, com uma calculadora numa mão, enquanto uma manicure fazia as unhas da outra. Entre mordidas no sanduíche, cartas, solicitações, promessas, ensaios e decisões, equipe e elenco garantiram sempre os melhores tempos e o prazer de fazer cinema".

Elenco

Paulo Betti: Ed Mort
Cibele: Cláudia Abreu

Paulo Betti é Ed Mort. Um herói movido a pastel e garapa.
"Adorei fazer 'Ed Mort", pois é uma comédia despretensiosa, com elenco e equipe de primeira. Gosto muito do Verissimo, do pai dele e também da mãe, dona Mafalda. As locações eram muito sugestivas. Andar pelo centro de Sampa me deu medo de retornar ao meu passado de bancário. Já no Motel Faraós, sonhei com dias melhores. Na sinuca, ganhei do Chico Buarque".

Paulo Betti

"O que me fez aceitar o convite foi a possibilidade de fazer algo diferente de tudo o que já fiz. Com Cibele, pude fugir das mocinhas românticas e das meninas rebeldes. Também tinha uma maior dose de risco, por se tratar de um filme não realista, por eu não conhecer o diretor pessoalmente. Quando aceitei fazer o papel, foi por telefone, e eu nunca tinha trabalhado com ninguém que fez o filme. Só conhecia o Paulo Betti, mas não muito bem. Eu estava vindo de uma personagem densa e frágil em 'Tieta' e a possibilidade de me divertir cantando musiquinhas num programa infantil, fazendo uma personagem absolutamente sem lógica e coerência, sem psicologismos, me atraiu".

Cláudia Abreu

Equipe Técnica

Direção: Alain Fresnot
Roteiro: Alain Fresnot e José Rubens Chachá
Fotografia: Pedro Farkas
Montagem: Idê Lacreta e Alain Fresnot
Cenografia: Cristiano Amaral
Figurino: Miko Hashimoto
Trilha Sonora: Arrigo Barnabé

Ficha Técnica

Ano de produção: 1997
Bitola: 35 mm cor
Duração: 102'
Som: Ótico Dolby Stereo SR
Distribuição: Riofilme
Produtores Associados:
- Abril Vídeo S.A.
- Chico Buarque
- Cláudia Abreu
- José Rubens Chachá
- Luis Fernando Verissimo
- M. Altberg Cinema e Vídeo
- Otávio Augusto
- Paulo Betti
- Quanta Prods. C. SP LTDA.
- RioFilme
- Fundação Padre Anchieta - TV






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